Derivação Tóraco-Amniótica

Immef Concept
Cirurgia Fetal
Procedimentos Invasivos

A Derivação Tóraco-Amniótica é um procedimento fetal minimamente invasivo realizado para drenar líquidos anormais acumulados no tórax do feto, prevenindo complicações graves, como compressão pulmonar, deslocamento do coração e insuficiência cardíaca fetal.

Essa intervenção é indicada em casos de:

  • Derrame pleural fetal (acúmulo excessivo de líquido no espaço pleural).
  • Malformações pulmonares císticas, como o sequestro pulmonar e a malformação congênita das visa áreas pulmonares (MCVP), que podem comprometer a expansão pulmonar.

O procedimento consiste na inserção de um cateter de derivação, que atravessa o tórax fetal, comunicando o espaço pleural com a cavidade amniótica. Esse cateter cria um canal de drenagem contínua, permitindo a eliminação do líquido acumulado e aliviando a compressão dos órgãos torácicos.

A cirurgia é realizada por meio de uma punção na parede abdominal da gestante, guiada por ultrassonografia. A gestante recebe sedação e anestesia local ou raquidiana, enquanto o feto recebe anestesia gerando imobilização e anagesia intrauterina para minimizar movimentos durante a intervenção.

Este é um procedimento minimamente invasivo, permitindo que a gestante receba alta no máximo até o dia seguinte.

Outros nomes: Derivação Pleuroamniótica, Shunt Toraco-Amniótico.
Etapa da gestação: Geralmente realizada a partir da 18ª semana de gestação, dependendo da indicação clínica.

Objetivos

A Derivação Tóraco-Amniótica tem como principais objetivos:

  • Reduzir o acúmulo de líquido no tórax fetal, prevenindo a compressão dos pulmões e coração;
  • Melhorar o desenvolvimento pulmonar, aumentando as chances de ventilação adequada ao nascimento;
  • Prevenir a insuficiência cardíaca fetal, reduzindo a sobrecarga no coração causada pelo deslocamento de órgãos torácicos;
  • Evitar a necessidade de parto prematuro, permitindo que a gestação prossiga com menor risco de complicações neonatais.

Não é necessário preparo prévio para a realização do exame.

A Derivação Tóraco-Amniótica pode ser contraindicada nos seguintes casos:

  • Infecções maternas ativas, que aumentam o risco de complicações intrauterinas;
  • Derrames pleurais pequenos ou autolimitados, quando a drenagem não é necessária;
  • Alterações estruturais fetais severas incompatíveis com a vida, em que a intervenção não traria benefícios clínicos;
  • Comprometimento placentário grave, dificultando a viabilidade do procedimento;
  • Coagulopatias maternas, que aumentam o risco de sangramento.

Esse procedimento representa um avanço na medicina fetal, permitindo uma abordagem terapêutica eficaz para bebês com complicações torácicas intrauterinas, melhorando significativamente suas chances de sobrevida e desenvolvimento pulmonar adequado.

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